4.2.18

JULGAMENTO

Como se não bastasse viver
Ainda tenho que conviver
Com o dedo apontado 
Na minha face
Com o julgamento alheio
Que encontrou nos meus erros
Conforto para suas falhas

Como se não bastasse conviver
Ainda tenho que aceitar
Que cada tropeço meu
Será motivo de aplausos
Para aqueles que cercam o meu viver
Poderem estar em pé
A me condenar

Cada palavra minha 
Poderá ser usada como arma
Assim como cada passo meu
É usado como pedra
Por quem só enxerga o meu errar

Eu vivo as acusações
E recebo bem o julgar
Escuto as condenações
Mas não vivo o ontem
Muito menos o ontem de outrem.