NÃO CORRESPONDE A MIM A OBRIGAÇÃO DE APONTAR ERROS ALHEIOS

Por Tiago Lima - 21.1.16

Não tenho um motivo para me achar o centro das atenções, mas mais uma vez ninguém conseguiu entender meu ponto de vista. Quem está comigo não me conhece, não entende o que penso e jamais tentou descobrir quem sou. Não existe uma pessoa perfeita, mas existe quem é especial e existe quem acredita no talento de uma pessoa e declara isso para quem quiser ouvir. Eu já disse que não quero viver acreditando em convenções sociais, mas estou tentando estabelecer certas regras para não ter que forçar uma admiração mentirosa...

Minha paciência com quem está a minha volta se desgastou e ser um desconhecido para quem se diz "parceiro(a)" de vida, com certeza, não é algo normal. As pessoas não me conhecem, mas eu as conheço e sei o tamanho da importância que depositam em suas relações. Ninguém pode me condenar por ser tão cuidadoso e por cobrar tanta reciprocidade. Você está pensando que me conhece, mas, verdadeiramente, não tem a mínima noção de quem sou. Vivemos em universos separados e não temos como usarmos os mesmos argumentos, ou pelo menos engatarmos a mesma discussão de semanas atrás. Não socializo mais com quem está assistindo um relacionamento acontecer de forma ruim e nem sequer consegue admitir que tenha sido péssimo(a) “companheiro(a)” de vida. Não vivo para regras de amizades impróprias, mas alimento a reciprocidade de uma relação saudável. Parece que assim como minha paciência, minha relação com essas pessoas se desgastou. O que você vê em mim de ruim, talvez seja aquilo que você ainda não viu em você. Não posso levantar acusações contra todos e nem corresponde a mim a obrigação de apontar erros alheios, mas é minha obrigação fazer uso da sinceridade. As pessoas que estão a minha volta não me conhecem - será? - e me ignoram quando tento mostrar quem sou. A conclusão é que tem duas coisas certas e ninguém quer ver: quem está comigo nunca tentou me conhecer e tenho perdido tempo com quem diz não me conhecer.

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Curadoria poética e crítica de Tiago Lima e Olívia Vieira. O desvio da luz como método de pensar com imagens.

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