
Não preciso nutrir falsas alegrias e não posso ser obrigado a forjar falsos sorrisos. Parece que de repente vim parar em uma outra vida e tudo é tão irreal e os frutos que me obrigam a colher aqui não foram plantados pelas minhas mãos. A vida é muito perigosa e as pessoas são extraordinariamente falsas. Aqui, as cores são forte demais e o preto e branco foi proibido pela severa ditadura da hipocrisia. Ninguém sabe onde estou, ninguém quer saber onde estou, ninguém sabe o porquê estou onde estou e ninguém é humano suficiente para entender onde estou.

Talvez eu não queira ter alguém ao meu lado e sei que não deveria ser assim, mas se estou aqui só, aqui só continuarei. Ainda não tentei acordar dessa ilusão e não tenho certeza se a vida pode ser considerada um pesadelo constante. Talvez tudo esteja em seu devido lugar, mas eu não consegui me encaixar e, desde então, devo ter começado a viver como um deslocado. O silêncio é tão torturante que no meio desse mal-estar sou o único gritando e falando o que deveria ser dito. Maldito seja o silêncio barulhento que tortura, castiga e confunde o coração daqueles que são inquietos e cobram da vida movimento e transparência.
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