UMA TRISTEZA EXTREMA

Dizem por aí que quando estamos tristes procuramos meios de esquecer de tudo a nossa volta. Mas sabe quando aquelas drogas do cotidiano não funcionam mais? Então o que fazer? Não sei. Na verdade o que bebi pra esquecer, o que fumei pra esquecer, o que ouvi pra esquecer, o que sonhei pra esquecer e o que fiz não adiantou e não adiantará mais. Morrer. Talvez seja a tal droga que me ajudará. Isso. Eu escolho morrer. Cansei de viver no piloto automático, cansei de desligar os aparelhos pela manhã para sozinho respirar, cansei de abrir os olhos e no fim devo ter cansado de lutar. Vida, se o seu plano era contra mim, você foi muito bem sucedida. As vezes é melhor acabar antes do fim. Talvez essas palavras soem estranho para você que está lendo, mas sua falta de compreensão, talvez, te levará para o mesmo caminho que o meu. Viver sempre me fez tão mal que sempre foi normal acordar desejando terminar com tamanho sofrimento. Agora vou me atirar do último andar e me espatifar em centenas de pedacinhos lá embaixo. Desejo boa sorte para quem tentará entender o que me levou a decisão de tentar voar, porque eu não vou deixar resquícios pra ninguém. Pensando bem, agora vou comer, sozinho, um grande pote de doce de leite.

26/11/14