SOBRE

O Limoções nasceu pela minha vontade de falar. Como nunca fui bom com a oralidade e sempre senti que era invisível, decidi criar a minha plataforma de diálogo. Nunca me importou se eu seria lido ou interpretado. Desde que comecei a publicar meus escritos passei por um bocado de coisas. Para escrever sempre foi preciso viver. Hoje, depois de três anos, chamo o Limoções de "A Casa da Palavraria" por ele ser feito basicamente de palavras. Apesar da ideia e necessidade inicial terem sido minhas, eu nunca estive sozinho por aqui. Amigos, colegas e amores já fizeram suas publicações direta ou indiretamente. Nunca pensei em criar algo somente meu, então essa plataforma faz parte de um coletivo.

Depois que as palavras deram o alicerce que o LM precisava para se consolidar, foi a hora de integrarmos as diversas outras artes ao nosso contexto. Por aqui já foram publicados inúmeros trabalhos fotográficos, diversas produções de audiovisual e muita música serviu de inspiração para a confecção de alguns trabalhos. "A Casa da Palavraria" também é a casa de todo tipo de arte. O Limoções não escolhe o que é publicado. Se o conteúdo nasceu e alguém precisa falar, aqui o espaço é concedido sem cerimonias.

Hoje esse projeto é o orgulho da minha vida e, como deve ser perceptível, ele tem vida própria. Mas quem sou eu? Quem é essa pessoa que vos fala?
Fotografia por Olívia Vieira ao Limoções 2019.
Eu era o Tiago Lima, mas, depois de uma série de acontecimentos, decidi ser Tiago Ferreira. Mas, deixando essa coisa de nome e sobrenome um pouco de lado, vou me descrever um pouco - como toda boa página clichê de "Sobre".

Nasci em 1996 em Bragança Paulista, São Paulo, Brasil. Sou brasileiro não com muito orgulho e baiano apaixonado por dendê. Cresci em BP, mas nunca me senti em casa por aqui. Meu pai é bragantino e minha mãe veio de Almadina, BA muito nova. Portanto, sou filho de um bragantino branco e bem raiz - que odeia coentro - com uma baiana negra que ama coentro. Já tive a chance de conhecer cada canto de BP e também tive a chance de conhecer a BA. Obviamente que vou me mudar para a BA quando for gente grande.

Nunca fui bom em falar sobre mim ou sobre o que sinto, mas, confesso, que melhorei bastante nos últimos anos. Sou um capricorniano bem difícil. Gosto de cores em tons bem escuros. Já fui um grande amante da fotografia, mas deixei essa paixão um pouco de lado para conseguir me dedicar exclusivamente à escrita. Nunca fui nada além de um fotógrafo amador, um escritor amador e sem livro publicado, um jornalista amador e pai de muitos cachorros. 

Não me considero uma pessoa recomendável, tanto que tenho pouquíssimos amigos. Prefiro evitar as relações por não me sentir preparado para lidar com as pessoas. Sou cheio de medos e traumas, mas, como todo bom capricorniano, não costumo descer muito do meu salto. Sim, posso ser muito compreensivo e bem chato. Vou de um extremo ao outro no mesmo dia. Bipolaridade? Não. Originalidade é como se chama essa forma de ser.

Como disse antes, não sou bom com as palavras, então vou deixar aqui o link da biografia composta por Olívia Vieira em 2015. Quem tiver mais interesse sobre a minha vida desinteressante, é só clicar aqui.

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