"destacar as limitações da psicologia, uma ciência colonial, em analisar efeitos que este mesmo sistema cria no sujeito negro, e principalmente propor uma compreensão psicológica a partir dos termos dos/as próprios/as africanos na diáspora, na busca de enxergá-los/as para além dos desajustes de uma vida em uma sociedade racista (NOBLES, 2009, P 283)."
"O racismo é um princípio organizador constitutivo da modernidade/ocidental, seja na definição das racionalidades daqueles que podem viver e/ou devem morrer, seja também na definição daqueles que podem formular conhecimento legítimo e daqueles que não podem (DAMICO, 2021)."
"No Brasil, a negação do racismo e a ideologia de democracia racial sustam-se pelo discurso da meritocracia. Se não há racismo, a culpa pela própria condição é das pessoas negras que, eventualmente, não fizeram tudo que estava a seu alcance. Em um país desigual como o Brasil, a meritocracia avaliza a desigualdade, a miséria e a o violência, pois dificulta a tomada de posições políticas efetivas contra a discriminação racial, especialmente por parte do poder estatal. No contexto brasileiro, o discurso da meritocracia é altamente racista, uma vez que promove a conformação ideológica dos indivíduos à desigualdade racial (ALMEIDA, 2020)."
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