2.7.16

NADA DE DIFERENTE


Todo mundo me via
E eu não me conhecia
Ninguém jamais me conheceu
Era evidente que algo diferente em mim havia
Eu não sabia dizer o que era não
Mas formulei várias hipóteses e opiniões
Que tentavam explicar uma características minha
Era uma confusão de porquês e uma lista de prejulgamentos
Que demorei a acertar
Que demorei a aceitar
Eu não sou como qualquer outro homem por aí
Eu somente sou eu como qualquer eu de mim por aí
Eu não sou apenas um cidadão
Eu somente sou um cidadão como sou
Não existiu nada de errado em mim
Somente nasci brincando de viver
De me esconder
De tropeçar
De chorar
De sentir
De crescer.