8.1.16

EU QUERO QUE O MAL TIRE OS OLHOS DE MIM

Estou decidido. Hoje, pelo menos por hoje, tenho certeza de que estive errado. Não quero mais procurar, não quero mais desejar e não quero mais sentir. Não é egoísmo e tenho certeza de que não é decepção. Há vinte anos eu disse “olá” ao mundo de forma barulhenta e molhada, se é que você me entende. Até aqui eu não tive tempo de viver o bastante, de dizer o bastante, de querer o bastante e de alcançar o bastante, mas não desejo mais o que para mim não foi feito.

Se eu disser que estou amando; nunca terei certeza. Se eu disser que estou feliz; logo a alegria passará. Se eu disser que estou sonhando; logo os pesadelos chegarão. Eu existo e co-existo e minhas vontades são só vontades perante as grandezas do mundo. Eu vivo e sobrevivo e minhas alegrias são tão passageiras quanto um dia de chuva. Eu sonho e construo e minhas conquistas são tão pequenas quanto uma formiga.

Eu quero que o mal tire os olhos de mim

Há vinte anos eu percorro caminhos e, por diversas vezes, já cheguei a lugares terríveis e outras diversas vezes já estive preso na terra do nunca. Não quero mais sofrer com minhas decisões e não preciso mais temer o amanhã. Eu não sou uma sombra. Tenho uma voz poderosa e palavras que até agora conseguiram tocar o mais duro coração. “A vida é uma verdadeira autora de histórias”, mas, porém, as minhas histórias são de minha própria autoria. 

Estou em lugar nenhum desejando coisa alguma. Estou voando em círculos e sozinho. Espero pelos amigos que ainda não conheci e assisto a reconstrução da minha antiga casa, da minha antiga glória e das vidas que já vivi. Eu vivo! Eu existo! Quero continuar seguindo por estradas reais e não quero mais ter que depender do meu medo para compor minhas palavras. Eu quero que o mal tire os olhos de mim para que eu consiga seguir meus caminhos colhendo somente os frutos das minhas próprias mãos, sejam eles bons ou ruins.

Eu quero que o mal tire os olhos de mim

Eu quero viver. Quero sentir a vergonha, a alegria, o orgulho, a tristeza e a paixão sem que a vida termine em tragédias. Existe um oceano de histórias muito grande entre dois decênios e eu sou uma única ilha. Já venci grandes batalhas e fui derrotado em guerras importantes. Vida, você me presenteou com algo que eu não posso mais viver sem; minhas palavras. Humanidade, você não deve me subestimar, mas minha maior prova de superação sempre será singular; meu suor.

Não sou único e não desejo ser o centro das atenções. Também não existe espaço para arrependimentos. Sobreviver não é sinônimo de desanimo, mas é uma verdadeira demonstração da construção de um vencedor.

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