
De Tiago Ferreira
A metáfora escolhida pela minha grande amiga Mary para falar sobre as mudanças internas que a alcançaram, é extramente única. "Como Vulcão" é aquele texto que te prende e te arrepia por inteiro por falar sobre um processo de descobertas e mudanças que todos passamos em diversas fases da nossa vida.
"Antes de tudo eu me queimei por dentro, ardi em chamas até me devastar para só então transbordar e explodir toda essa fúria contida, os sonhos oprimidos, o meu eu como submisso às vontades de terceiros..." - todos temos que passar por esse momento de introspectividade para nos conhecermos e para nos aproximarmos do melhor e do pior de nós para aprendermos a valorizar toda a nossa essência. Nem sempre o que nos forma agrada quem está entorno de nós e - lamentavelmente - oprimimos nossa natureza por algumas pessoas ou vetamos vontades e sonhos por temer o olhar de outrem. Passamos a discutir com nós mesmos e colocamos barreiras e filtros para apenas nos sujeitarmos aos desejos e olhares do outro sobre nós. Esse tipo de boicote - aquele boicote que impede de sermos o que queremos ser - é o mais doloroso para qualquer criatura.
"Dessa vez eu não pude conter, foi necessário. Só desse modo eu pude me ver livre da prisão maior. Ainda há outras para me libertar, entretanto, por hora, vou saborear minha passageira sensação de liberdade e me embriagar de toda essa coragem para enfrentar as outras." - esse trecho é um dos que mais me alcança em tantos aspectos. Sempre falei sobre liberdade e sobre lutar para manter-se único independentemente do olhar do outro sobre mim e sempre me ficou muito claro que existem diversas maneiras de prisões que constantemente tentam colocar minha autenticidade dentro de uma jaula. Transbordar é algo necessário para todos nós. Não importa se iremos transbordar acertos ou erros, sentimentos bons ou ruins. O importante é basicamente estar preparado para viver cada momento de intensidade da vida estando bem com você mesmo. Não tem preço se olhar e perceber que é possível ser o que se quer ser e estar pronto para enfrentar todos os obstáculos que tentarem impedir o nosso caminhar.
O texto de Maryanne é basicamente aquele gatilho de coragem que toca a alma e nos faz ver que não podemos nos colocar dentro de uma prisão por nada e nem por ninguém. Não tem como não ler essas palavras e perceber que é possível ser dono do seus caminhos mediante a todas as dificuldades. Cada palavra alcança a alma! Obrigado pelo texto, Mary! ❤❤❤❤
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Agosto 30/30
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